Resulta curioso ver como aprendemos nos livros de história o nosso passado, e acreditamos neles sem pensar que, tal vez, estes livros, só contem uma parte. Muitas das nossas crianças acham que o atual estado espanhol, foi por sempre este mesmo que agora é. Estudam as cantigas galego-portuguesas como qualquer coisa anedótica coa segurança de que esta era língua para a lírica, mas não era a língua da sociedade. E isto é normal pois sempre se nos fez ver uma parte do quadro. Lembro ter estudado a Dona Joana, como Joana a Beltraneja, de jeito despectivo, mas nunca se nos explicou como lhe roubaram o seu direito ao trono. Nunca se nos falou dos reis da Galiza, nem sequer que fosse reino, mais houve quem teve que apreender de cor os reis godos ou visigodos.
Uma história deturpada, incerta, fisgada, foi a que eu tive de estudar para ter um título académico reconhecido. Hoje, 25 de abril, sinto os cantos da terra irmã e sei que temos futuro quando leio no Xornal que muitas das crianças da Argentina estudam como língua estrangeira o português, e não inglês. A questão numérica deixa de ter valor neste momento nas argumentações de quem quer fazer morrer o nosso idioma em aras dum futuro que se escreverá nos livros de história do século XXI.
Uma história deturpada, incerta, fisgada, foi a que eu tive de estudar para ter um título académico reconhecido. Hoje, 25 de abril, sinto os cantos da terra irmã e sei que temos futuro quando leio no Xornal que muitas das crianças da Argentina estudam como língua estrangeira o português, e não inglês. A questão numérica deixa de ter valor neste momento nas argumentações de quem quer fazer morrer o nosso idioma em aras dum futuro que se escreverá nos livros de história do século XXI.




6 e eu diría máis...:
Fermoso recoñecemento na lingua axeitada para o día.
Ogallá poidamos ver unha revolución de primaveiras (con caraveis ou con cravos) para a nosa lingua...
Bicos con lingua viva
Non cansa un de se emocionar escoitando a canción que chegou a ser un símbolo, pasados 35 anos, seguese a mirar cara ese acontecimento dun xeito romántico e emocionante, mais ainda que foi o fin dunha dictadura e o camiño para a democracia.
¿de certo non pensas que non queda un regusto ácedo á vista dos resultados despois de tanta ilusión?
Veremos seguro a revolución das primaveras enguedelledadas de chorimas pintando todo o país, de norte a sur, na lingua viva, na lingua que lle é propia.
Bicos lingueiros tamén para ti, Chousa
Si aparece ás veces ese regusto acedo zeltia, mais o que non podemos perder é a ilusión. Feita a revolución logo hai qu emirar de seguir o seu camiño, mais nunca, nunca desanimarnos ;). Un beixo e un caravel
A historia escríbena os vencedores, os colonizadores á súa imaxe e comenencia.
É certo Xan, mais... como doe cando nos decatamos diso e sentimos que nos roubaron un tanto do tempo do noso tempo.
Ogallá todas as revolucións se fixesen con flores, tanto ten cales ou a súa cor.
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